Ano Novo

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O ano entrou novo e já ninguém o pára. Marcava o relógio um segundo de vida deste ano de 2016 quando fiz esta fotografia e já ele tem quatro dias. Não começou em família como normalmente, éramos só eu e o meu filho mais novo no meio de uma multidão de estranhos na Praça da Liberdade. Foi uma experiência diferente.
Em 2015 aprendi muito sobre mim mesmo, foi um ano que nunca vou esquecer. O meu pai ensinou-me desde cedo que a morte faz parte da vida e que é a única coisa que podemos ter por garantida e eu aprendi com a sua morte que o “homem” não está cá mais para me abraçar mas o pai está sempre comigo. Aprendi que o coração não nos engana mas que a nossa mente é traiçoeira e vem cheia de uma bagagem educacional e cultural repleta de vivências erradas e que precisamos aprender a saber calar os pensamentos e abrir o coração para ver verdadeiramente o que está à nossa volta. Aprendi que tudo aquilo que me ensinaram que vem de fora, do outro, e nos afecta, afinal começa em nós e só nós temos o poder de escolher se nos afecta positiva ou negativamente. Aprendi que não tenho que me esconder no meu canto porque posso estar de coração aberto e deixar entrar os outros no meu mundo e que posso abraçar sem medo os corações bonitos com quem me cruzo pois eles vão entender sem achar estranho o meu abraço sincero. Que sempre fui nervoso e que sempre quis ser calmo. Que sempre tive um grande coração mas que de nada me serve enquanto me “saltar a tampa” em explosões de mau feitio. Que posso moldar o meu feitio e respeitar mais os outros se mantiver o meu coração cheio de amor aberto a todos sem os preconceitos que trago na bagagem. Aprendi que o tempo é meu amigo e que chega para tudo e sobra sempre para dar a quem mais amamos. Aprendi que é preciso mais de meia vida para aprender a viver e que essa aprendizagem continua até à morte. E que os amigos te dão a mão sempre que precisas de te levantar e voltar a caminhar porque somos como crianças a aprender a andar desajeitadamente nesta vida. Aprendi que quando vivemos com o coração não questionamos porque o amor não se questiona, vive-se de coração acreditando e é assim que eu quero viver feliz.
Mas em 2015 ainda houve quem chorasse por me amar, ainda fiz correr lágrimas por um rosto que só queria os meus beijos, por isso, o meu grande propósito para 2016 é não fazer ninguém chorar e se alem disso eu andar mais vezes de mão dada, vou saber que continuo a viver com respeito e muito amor de coração aberto!

Exposição fotográfica “Semana Santa”

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A inauguração da minha exposição fotográfica “Semana Santa” no Espaço Cultural Só Arte, em Braga, no passado sábado dia 23, correu muito bem.
Venho aqui agradecer a todos, familiares e amigos presentes, pelo apoio e amizade demostrados. Agradeço as generosas palavras da Sra. Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, Dra. Ilda Carneiro, do Sr. Ferreira, Presidente da Junta de Freguesia de S. João de Souto e do Sr. Dr. Miguel Louro, que me deixaram muito feliz.
Esta exposição não seria possível sem o incentivo das duas senhoras responsáveis pelo Espaço Cultural Só Arte, Sabina Figueiredo e Adriana Henriques. A sua maravilhosa dedicação a este projecto cultural em pleno coração da cidade de Braga é um orgulho para os bracarenses e para todos os amigos que têm conquistado, artistas e não só.
Por fim, agradeço aos patrocinadores, Torrefacção Bracarense e pastelaria Maximinense as iguarias que rechearam o nosso convivio, e à Edigma na pessoa do Eng. Miguel Fonseca, o empréstimo de uma mesa multitoque Displax Oqtopus que fez as delicias dos presentes na exploração das 76 fotografias incluidas no meu livro “Semana Santa“.
As visitas à exposição são sujeitas a marcação com Sabina Figueiredo 914703627 e eu espero que marquem visita e apreciem as minhas obras, claro.
Mais uma vez, muito obrigado a todos!

Uma nova forma de ver

“Uma nova forma de ver” é o título do meu último livro.
A iPhoneografia, fotografia utilizando as capacidades fotográficas de um iPhone, nome pelo que é mais conhecida esta arte fotográfica internacionalmente e com origem nos EUA onde  qualquer smartphone tem tendência para ser chamado iPhone da mesma forma que há trinta anos atrás qualquer máquina fotográfica compacta era chamada Kodak, nos tempos em que o filme fotográfico ainda era dono das nossas recordações, revelou-se para mim como uma forma de expressão artistica.
A portabilidade e acessibilidade do aparelho que é permanente nos dias que correm, aliada ao factor social de partilha das imagens através do facebook, twiter e instagram e à experimentação na manipulação artistica através dos vários aplicativos disponíveis para instalação, tornam o processo de criação atractivo e relaxante.
O prazer de fotografar aliado a todos estes factores faz desta fotografia mobile um passatempo viciante.
Compilei sessenta destas fotografias num pequeno livro para partilhar em papel esta minha nova forma de ver. O livro está à venda através do site do editor aqui www.blurb.com em papel e em formato digital para iPad.
Espero que gostem!